Mestre em tempo integral
15/05/12
“Desde criança queria ser professor, mas comecei a trabalhar como radialista em São Carlos, interior de São Paulo, para me sustentar como estudante. Fui até animador de programa sertanejo!
Vim para São Paulo para fazer graduação em Letras Vernáculas, na USP. Era um sonho. Fui professor alfabetizador de crianças e adultos e depois entrei no Senai. Alcancei o cargo de diretor, depois de fazer o Curso de Pedagogia. Enfim, estou completando 46 anos de trabalho na área de Educação, sendo 35 no Senai, onde me aposentei. Hoje, minha dedicação é exclusiva à Universidade São Judas Tadeu.
Tenho muito carinho pelos meus colegas de trabalho. O professor Fernando Ferrari Duch, quem me admitiu na USJT, foi meu companheiro de mestrado, temos uma parceria profissional e um relacionamento pessoal que são ótimos. Da mesma forma, a professora Dinéia Hypolitto, que acompanha o meu trabalho e muito me ajuda, pois tem uma experiência maravilhosa como diretora de escola estadual e supervisora de ensino. Com as professoras Neuza de Souza Costa e Zenaide Caciare Pereira troco ideias sobre problemas de sala de aula. Não posso deixar de citar o saudoso professor José de Arruda Penteado, com quem tive um relacionamento pessoal e de trabalho muito produtivo, desenvolvendo um programa de alfabetização de adultos. Mas, infelizmente, ele não está mais entre nós.
Algumas amizades começaram antes da São Judas, especificamente no Senai. É o caso do professor Elias Júlio Pozenato e do Prof. Rogério Morgado. Na USJT já tenho ex-alunos professores como o Daniel Paulo de Souza, o Nelson Augusto de Oliveira Aguiar e a Leliane Aparecida Castro Rocha, que são os casos mais recentes.
Com a Profª. Leliane participei de um seminário em Israel para conhecer mais sobre o Holocausto, os processos e a dinâmica que desencadearam esse acontecimento. Voltamos com a incumbência de ajudar a desenvolver na USJT um núcleo de estudos e pesquisa sobre a intolerância e a discriminação, o NADI (Núcleo de Atenção à Discriminação e Intolerância), hoje já implantado pelo diretor do Centro de Extensão.
A Leliane fez muitas gravações, anotações, organizou vídeos de sobreviventes do Holocausto, materiais de grande valor didático. Tenho muito orgulho de ver meus ex-alunos bem sucedidos!”
Ubajara Soares de Oliveira – Docente no curso de Pedagogia
Saiba mais sobre o curso de Pedagogia da São Judas
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10/04/12
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| ONLINE | ANO XXI | Nº 181 | ABRIL/2012 | |||||||||||
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| QUAL É A SUA | ENTRELINHAS | UNIDIVERSIDADE | NOTA 10 | VOCAÇÃO MÚLTIPLOS SABERES | VOCÊ FAZ | EDIÇÕES ANTERIORES |
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A seção Qual é a sua? mostra pessoas que fizeram escolhas baseadas em uma grande motivação. Aproveite e conte a sua história também. Arte que encanta a vidaRéggis Silva, ex-aluno do curso de Artes Cênicas, buscou na arte a inspiração para a sua profissão. Veja trecho de reportagem, produzida pela TV Cultura, sobre a peça Querô, encenada em 2009, com participação do ator.
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A favor da saúdeDe 18 de março a 3 de abril, a Universidade São Judas participou da 49ª Campanha da Fraternidade promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A partir do tema “Fraternidade e Saúde Pública”, foram oferecidos à comunidade workshops sobre saúde, alimentação e atividade física. A campanha expressa preocupação da CNBB em relação à precariedade do sistema público de saúde em nosso país, apesar do registro de alguns avanços como, por exemplo, a queda da mortalidade infantil. Resultado obtido, em boa parte, pela própria ação de cerca de 100 mil agentes da Pastoral da Saúde. O programa de atendimento aos pacientes portadores de HIV, elogiado mundialmente, também está entre as melhorias, mas ainda é elevado o número de pessoas que morrem nos corredores de hospitais e postos de saúde por falta de atendimento. O texto da campanha enumera alguns desafios que precisam ser enfrentados pelo Governo Federal, principalmente aqueles relacionados ao acesso ao SUS e ao financiamento da saúde em nosso país, manifestando preocupação em relação ao corte de cerca de R$ 5 bilhões previstos pelo orçamento e que deixarão de ser destinados para o Ministério da Saúde. Galeria de fotos dos atendimentos realizados junto à comunidade.
![]() Motricidade Humana e Clube EscolaMais uma vez, a Universidade abriu as suas portas para receber professores, pesquisadores e alunos para o 8º Encontro de Pesquisadores da Motricidade Humana e a 3ª edição do Seminário Clube Escola, parceria entre a São Judas e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo (SEME). Realizado em 19 de março, o evento foi dividido em duas partes: palestra e debates no período da manhã e a realização de workshops. Aqui você confere uma galeria de fotos dos participantes e workshops.
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Demasiado humanoA seção UniDiversidade mostrou como as transformações tecnológicas geram impacto na nossa forma de viver e de nos relacionar. Ao longo do texto, foram utilizadas referências de livros, filmes e músicas. Para que você possa saber mais sobre cada uma delas, preparamos uma galeria logo abaixo.
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Presença no Pré-olímpicoSob a orientação do Prof. Aylton Figueira Júnior, Luis Felipe Tubagi Polito desenvolveu sua dissertação de mestrado em Educação Física sobre a prática esportiva do Futsal com adolescentes de 12 a 13 anos e conquistou uma vaga no Congresso Internacional Pré-olímpico de Londres 2012. Ele e o professor embarcam para Glasgow, na Escócia, onde, entre os dias 19 a 24 de julho apresentam o trabalho desenvolvido na Universidade e que tem como tema o “Perfil de Aptidão Física e a resposta metabólica em adolescentes atletas praticantes de Futsal, de acordo com a posição no jogo”. Aqui você conhece o trabalho desenvolvido por Luís Felipe na íntegra. Clique aqui e veja a íntegra do trabalho. |
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Tudo começou nos livrosHábitos desenvolvidos desde a infância, como a leitura, podem direcionar os caminhos profissionais. Confira o vídeo com o professor Daniel Paulo de Souza, ex-aluno do curso de Letras e da Pós-graduação Stricto Sensu em Filosofia, e saiba mais sobre essa vocação tão enriquecedora. |
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Visita oficial à AlemanhaO Prof. Angelo Sebastião Zanini, diretor da Faculdade de Tecnologia e Ciências Exatas, visitou a Cebit 2012, maior evento de tecnologia do mundo, em Hannover, Alemanha. Além de observar novas tecnologias nas áreas de robótica e energia, o professor estabeleceu contato com instituições de ensino locais para criar oportunidades de intercâmbio de estudantes pelo programa “Ciência sem Fronteiras”, mantido pelo governo federal. O programa deve oferecer 75 mil bolsas nos próximos anos para que estudantes brasileiros façam a chamada “graduação sanduíche”, ou seja, o aluno começa a faculdade no Brasil, estuda por seis meses ou um ano no exterior e volta para concluir o curso. No vídeo, o professor Zanini explica mais sobre essa oportunidade. |
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Pequenas ações, dias melhoresO professor Dalcides Biscalquin postou, no Facebook, algumas das pequenas atitudes que adota para melhorar o dia a dia das pessoas à sua volta. Veja abaixo como foi a repercussão desse post. José Ricardo Leandro Diniz – Estou na Alemanha, morando por aqui. Mas, logo cedinho (no meu cedinho), li a sua postagem. Gosto de acompanhar o seu perfil. Então, também assumi o propósito para o meu dia. No Straßenbahn (um bondinho urbano) cedi o meu lugar para uma senhora. Ela ficou toda agradecida… Na escola, sentei ao lado de uma vietnamita que tem muita dificuldade com a língua e a ajudei durante toda a aula. No final, ela disse: muito obrigada, nunca ninguém tinha feito isso por mim. E me deu um beijo no rosto para agradecer. São coisas que fazemos e que, no fundo, fazem mais bem para nós mesmos do que qualquer outra coisa. Obrigado pela dica simples, mas que, na correria do dia a dia, acaba passando em branco. Gislaine Maria Viccino – Procuro há muito tempo fazer todo dia uma gentileza para alguém. Aprendi com meus pais. Por que faço isso? Justamente pelo que você disse, para me sentir mais viva. Vivemos dias em as pessoas estão cada vez mais egoístas, têm menos tempo de enxergar o outro. Sabe uma coisa que gosto muito de fazer? Conversar com os moradores de rua no dia da sopa. Você não imagina o quanto aprendo com eles. Precisamos olhar mais para o outro. Lidiane Cuconato Pivetta – Essa é uma verdadeira “corrente do bem”… tenho certeza de que todos vocês estão fazendo o mundo melhor! Parabéns! |
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Um bloco de cada vez
19/03/12
“A vida, às vezes, pode dar grandes reviravoltas. No Ensino Médio, eu era desacreditado pelos professores por ser péssimo aluno em matemática. Ninguém acreditava que eu fosse me tornar um engenheiro.
Contrariando todas as expectativas, concluí minha graduação na São Judas em Engenharia Civil, em 2000, e depois fiz Pós-Graduação em Administração de Empresas, em 2006. Hoje, supervisiono a área de Aditivos para Concretos da Otto Baumgart/ Vedacit, empresa líder nesse segmento de mercado.
Cresci vendo meu pai, Ronaldo Faria, trabalhar na área. Desde pequeno, frequentava os laboratórios de Engenharia da Universidade, onde ele é supervisor. Mas a decisão de me tornar engenheiro não se deu exatamente por acompanhar os afazeres do meu pai. Um dia, andando pela Avenida Paulista com meu tio, vi um canteiro de obras aberto e decidi dar uma espiada. Encantei-me com o que vi. Aquele vai e vem de pessoas, estruturas… Na época, tinha 10 anos. Como já sabia que o curso da São Judas era bem conceituado, não tive dúvidas.
Gosto de resolver os problemas dos meus clientes e da maneira mais econômica. Futuramente, pretendo fazer mestrado e seguir carreira na área acadêmica. Hoje, já atuo como coordenador do curso de Pós-graduação no Instituto IDD.”
Ricardo Tadeu Pinto de Faria – Ex-aluno de Engenharia Civil e da Pós em Administração de Empresas. Supervisor da área de aditivos para concretos da Otto Baumgart/ Vedacit
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10/03/12
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O recado de WesleyA seção Qual é a sua? mostra pessoas que fizeram escolhas baseadas em uma grande motivação. Aproveite e conte a sua história também.
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TV São Judas renovadaA TV São Judas está com nova grade de programação. Aqui, você assiste a um dos quadros “Empreendedor – Série Sustentável”. Para conferir a programação completa, clique aqui. SuperCopa de VôleiAs equipes dos colégios participantes movimentaram a São Judas no mês de novembro de 2011. O colégio Dourado foi o grande campeão. Clique aqui e confira a galeria de fotos da etapa final. |
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Exemplo de solidariedadeOs alunos da Universidade São Judas, novatos e veteranos, deram um show de solidariedade durante a campanha “Trote Solidário”, que possibilitou a arrecadação de livros e alimentos doados ao Cajec, instituição que dá apoio a crianças com câncer. Quatro equipes venceram o desafio proposto pela campanha, duas da Unidade Butantã e duas da Unidade Mooca. Saiba quem são:
Na Galeria de Fotos, mais imagens do Trote Solidário.
Abaixo, vídeo do grupo Instinto Coletivo, com a música: Culpado Antes que se prove o contrário (Juan Gonzalez). E da Banda Lácrima, com a música: Se você se aproximar (Kekah / Juno / Rodrigo Bianculli). |
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Para fidelizar o clienteA conquista e a fidelização de um cliente dependem de pequenas e importantes atenções. A partir desta convicção, Adriana de Almeida Braz Minelli, ex-aluna do curso de Pós-graduação em Gestão de Qualidade elaborou seu plano estratégico e mereceu nota 10 pelo projeto. Clique aqui e veja a íntegra do trabalho. |
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Mercado aquecidoO crescimento econômico do país tem ampliado as oportunidades de trabalho para o farmacêutico. Confira o vídeo com o empresário e diretor-tesoureiro do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Marcos Machado Ferreira, ex-aluno do curso de Farmácia da São Judas, sobre tais perspectivas. |
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Ele não gostava de estudar
21/12/11

Estanislau Alves da Silva
“Acreditem se quiserem, eu era daqueles alunos que não gostava de estudar. Mesmo assim, queria fazer Biologia e escolhi a São Judas. Quando estava no segundo ano, ingressei na Iniciação Científica e não parei mais. Fiz Licenciatura junto com Ciências Biológicas e quando terminei os dois, comecei os cursos de Farmácia e de Pedagogia ao mesmo tempo. Interessei-me em estudar o ser humano em várias de suas peculiaridades, com isso desenvolvendo-me em diversas áreas de conhecimento.
Indicado por uma colega de Licenciatura, dei aulas de ciências no CEAM (Centro de Alfabetização de Jovens e Adultos “Professora Alzira Altenfelder Silva Mesquita”) e, depois, de alfabetização e informática no PAC (Projeto de Atividades Comunitárias – um dos projeto do CEAM). A professora Dinéia Hypolitto e o professor Ubajara Soares de Oliveira, coordenador administrativo do CEAM, e, posteriormente, a professora Neusa de Souza Costa, me apadrinharam – afora a inestimável acedência do professor Fernando Ferrari Duch.
Atualmente (tendo encerrado todas as graduações) estou buscando um novo caminho, me aventurando nas nebulosas águas psicanalíticas, me embrenhando nos instigantes labirintos do inconsciente humano. De fato, ainda estou longe daquilo que se pode chamar de aluno modelo ou exemplar; mas acredito não haver dúvidas quanto a ser um bom estudante.
Devo à São Judas agradecimentos pelas possibilidades oferecidas. Como todo grande estabelecimento, é uma Universidade que tem muitíssimo a proporcionar – por exemplo: uma estrutura de qualidade e ótima organização -, além de, obviamente, ainda poder muito melhorar. E como boa instituição de ensino, materializa a ideia de um pólo de troca de conhecimentos e (in)formações e, sem dúvida, permite (ao menos me permitiu) bons encontros intelectuais e boas vivências educacionais.”
Estanislau Alves da Silva – ex-aluno dos cursos de Biologia, Formação de Professores, Pedagogia e Farmácia. Atualmente, é pós-graduando em Psicanálise
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Da enxada ao giz
30/11/11

Diva Barbosa Nunes
“Minha história não é muito comum. Vejam só: sou a antepenúltima filha de um total de 18 irmãos. Dá para imaginar algo assim em pleno século 21?! Meu primeiro trabalho foi na roça, na colheita de algodão. Mas o meu grande sonho era trocar a enxada pelos cadernos. E não é que consegui até mais do que isso? Essa é a minha trajetória, que agora divido com vocês.
Tudo começou a mudar quando a minha família saiu da Paraíba e chegou a São Paulo, mais precisamente ao bairro de Arthur Alvim. A vida não era nada fácil para quem não tinha estudos, e eu resolvi, aos 20 anos, fazer um curso de admissão na Escola Estadual Professora Maria Augusta de Ávila. Por conta das reviravoltas da vida, fui obrigada a parar por mais 20 anos. Mas o sonho continuava forte dentro de mim. Trabalhei em diversos lugares e encontrei pessoas maravilhosas que muito me ajudaram.
Depois de tantos tombos, concluí o Ensino Médio com mais de 40 anos e entrei na Universidade. A São Judas foi o grande marco na minha vida. Tinha consciência de que a minha bagagem de conhecimento era pequena, mas estava disposta a enfrentar os obstáculos. Durante o curso de Direito tive muito apoio dos docentes. Para dizer a verdade, não saía da Sala dos Professores. Sempre tinha uma dúvida para tirar. Meus colegas também ajudaram bastante nesse início de jornada. E, como num passe de mágica, eu, que pouco sabia, passei a dar aulas para alguns dos colegas e também para os calouros de Direito. Quem diria!
Tive aulas inesquecíveis. Uma delas foi de Direito Civil, com o Prof. Dr. Erick, hoje desembargador do Estado. Outro mestre muito querido foi Dr. Grassi Neto, juiz, que uma vez me disse: “Diva, você será uma grande advogada, acredite. Você não tem medo de crítica. Parabéns”. Essas palavras me marcaram fundo! Também não poderia esquecer da minha professora no curso de Formação de Professores (licenciatura), a maravilhosa Dinéia Hypolitto, um anjo que me fez crescer! Além de ter se tornado minha consultora de moda (rsrsrs)…
Por tudo isso e muito mais, eu amo a São Judas!”
Diva Barbosa Nunes – Ex-aluna de Direito e Formação de Professores. É professora e atua como empresária, palestrante e consultora
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Inspiração no manguezal
28/11/11

Profª Solange Castanheira
“Em 1986 (já faz um tempinho, não?), cruzei pela primeira vez os portões da São Judas. Estava receosa, pois uma prova de vestibular me aguardava. A tensão só passou ao ver meu nome na lista de aprovados para o curso de Ciências Biológicas. Pulei de alegria!
Daquele dia em diante, a São Judas passou a fazer parte da minha história, primeiro como aluna e depois como professora. Minha mãe me conta que, desde pequena, eu arrebitava a sainha e dizia: “- Qué sê pufixora!”.
Ao longo de quatro anos de curso, tive excelentes professores e colegas. Foi lá que vi pela primeira vez, através de um microscópio, uma “Vorticella”. Lembro-me bem, pois o Prof. Júlio Fernandes a apresentou com muita emoção. O Prof. Roberto Ferraboli era daqueles que desenhava na lousa cada célula e explicava com propriedade cada uma delas. Eu ficava olhando e pensando: “Puxa vida, como ele lembra tudo isso?”. Também sinto saudades das aulas do Prof. Mário Nicollini e da Profª Maria Luiza. Creio que não exista no mundo alguém mais doce do que ela! Dedicada, me ajudou a entender a “matemágica”.
Mas foi uma visita ao manguezal, promovida pelo professor Kiko, ou Francisco Kuchinski, que definiu minha carreira. Depois de formada, fiz pós-graduação lato sensu em Ecologia, Mestrado e Doutorado, até me tornar especialista em recuperação de áreas degradadas de manguezal. Posso dizer que foi amor à primeira atolada!
Todavia, o que mais me encheu de felicidade foi o convite para “voltar para minha casa!”, como docente. Quase enfartei! Hoje, os meus antigos professores tornaram-se amigos. Com o Prof. Pablo Carrasco, divido não só as aulas como também a vida!
O mais interessante é que vejo a história se repetir com alguns dos meus alunos… O Estanislau Alves da Silva, por exemplo, gostou tanto da nossa casa que até foi fazer outro curso. O Fabrício Paulinelli tornou-se funcionário da Prefeitura de Arujá. O Cássio Ramos virou criador autônomo, e o Aristarco Gallache passou a trabalhar com o Cássio. A Marina Silva Vechini está na pós com a gente, assim como o Marcelo Augusto Meratti de Oliveira, que continua ao nosso lado! Tornou-se nosso braço direito. Tem muito mais gente que por aqui passou e deixou saudades… Pessoal, dá um alô aqui pelo Interconectados pra gente saber o que vocês estão fazendo!”
Solange dos Anjos Castanheira – Ex-aluna e atual professora do curso de Ciências Biológicas
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Veja como a história da professora Solange continua
Amizade pra toda a vida
07/11/11

Roldinei Luiz Correa
“Poder contar com pessoas que nos dão apoio, fazer novas amizades e estabelecer laços duradouros são algumas das coisas mais importantes da vida, em minha opinião. Posso dizer que vivi isso tudo durante o período em que cursei Filosofia na São Judas.
Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, a vida universitária foi uma trajetória maravilhosa, em que obtive grandes vitórias. Pude conviver com excelentes professores e isso foi primordial no período em que estudei e, posteriormente, ao longo de minha vida profissional.
Hoje, o fato de ser ex-aluno da São Judas faz a diferença no mercado, pois nos cursos que realizo em outras instituições ou em minha atividade como professor, vejo que esse nome é muito valorizado. O conhecimento que adquiri na graduação mostrou-se realmente primordial, pois permitiu uma boa atuação profissional, tanto segundo a avaliação dos coordenadores da instituição em que atuo, como também na opinião de meus alunos.
Sou professor em um curso preparatório para concursos militares, ministrando aulas na área de ciências humanas. Em meu trabalho, não posso deixar de considerar um exemplo as aulas de professores como a Dinéia Hypolitto, na disciplina de Políticas Educacionais, e o Jarbas Novelino Barato, de Tecnologia Educacional, pois procuro sempre me espelhar nesses grandes mestres. Eles têm em comum a proximidade com seus alunos, quebrando a barreira que geralmente existe entre professores e estudantes. É o que sempre procuro fazer nas instituições em que atuo.
Não posso esquecer também o fato de ter conhecido minha grande amiga Diva Nunes, pois, para mim, ela foi sempre um exemplo de profissional, excelente professora e uma pessoa de fibra como poucas.
Tudo isso mostra que minha passagem pela São Judas serviu não só para o aprimoramento profissional, mas também foi a base de minha evolução pessoal.”
Roldinei Luiz Correa – Ex-aluno de Filosofia e atual professor de História e Filosofia no curso preparatório para Escolas Militares
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Veja como a história do Roldinei continua
Fala, Brasil!
26/10/11

Vânia de Aguiar
“O Jornalismo sempre fez a minha cabeça. Comecei o curso em outra universidade e, por falta de dinheiro, tive que trancar. Aí, bateu aquela sensação de impotência.
Em 2006, surgiu nova chance com o Enem e o ProUni. A emoção de ter conseguido uma bolsa de 50% é indescritível. E cá para nós, a São Judas é tudo de bom! Há tempos ouvia comentários sobre a qualidade de ensino da Universidade.
O primeiro ano foi decisivo. Lembro-me perfeitamente do meu desespero diante de professores e colegas debatendo temas como o movimento das Diretas Já, a Primeira Guerra Mundial e outros fatos importantes da história… Podem rir! Eu confesso: não sabia absolutamente nada! Aí percebi o quanto a minha formação tinha sido precária. Escola pública da periferia… Mas vale lembrar que há muitas escolas públicas com bom ensino.
O legal dessa história é que todos nós temos um anjo da guarda. E o nome do meu é Biaphra Galeno. Ele foi uma das primeiras pessoas com quem conversei. Nem lembro quem puxou a conversa, só sei que boa parte do que eu considerava “a coisa mais complicada do mundo”, ele tornava simples de ser compreendido. Foi assim durante o primeiro e o segundo anos. Nele, encontrei a humildade de alguém com mente brilhante e capacidade de transmitir conhecimento. Amizade verdadeira que levarei para a vida toda.
Houve, sim, outros nomes. Como o da Fernanda e o da Larissa Chaves. A Mônica veio um pouco depois, mas encheu minha história de alegrias. O Jorge chegou carrancudo (rs…) e mostrou-me o poder que o ser humano tem em mudar. A Débora apareceu na minha vida no começo do 3º ano. Uma pessoa fascinante, que me inspira a crescer mais a cada dia.
Agora, já formada, a caminhada continua. Prossigo com os meus programas nas rádios Terra AM (1330), das 9h às 10h, e FM (98,9), das 14h às 15h, e com alguns trabalhos extras. É isso! Agradeço o convite para participar do Interconectados.”
Vânia de Aguiar – Ex-aluna do curso de Jornalismo, turma de 2010, radialista da rádio Terra AM (1330) e FM (98,9)
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Um dos primeiros
24/10/11

José Henrique Bertoni
“Fiz parte da primeira turma noturna de Engenharia Elétrica, entre 1985 e 1990. Recordo-me das máquinas trabalhando no campus da São Judas enchendo as lajes dos novos blocos, dos campeonatos de futebol, das memoráveis aulas dos professores Júlio (Eletrônica), Ângelo (Circuitos), Gediel (Laboratório), Xavier (Física) e Natalina (Álgebra). Eram as disciplinas mais exigentes, mas também as mais estimulantes.
Os seis anos do curso, embora longos, foram importantes para a minha formação. Assim que concluí, fiz o curso de Pós-Graduação em Engenharia da Qualidade, também na São Judas, o que contribuiu para o meu desenvolvimento profissional.
Sou filho de funcionário da Eletropaulo, cresci em meio a transformadores, linhas de transmissão e equipamentos de medição de energia. Nada mais natural que fosse para a mesma área. Sinto orgulho e prazer em descrever tudo o que essa área desenvolve nas palestras que sou convidado a dar.
Estar na Universidade é uma vitória, sobretudo para quem trabalha e precisa conciliar horários, enfrentar transportes lotados e pagar as mensalidades. Por isso, é preciso persistir e buscar, sempre, a melhor capacitação.”
José Henrique Bertoni – Ex-aluno de Engenharia Elétrica com carreira executiva desenvolvida no setor de energia elétrica. É Diretor de Operações da Bioenergia Engenharia
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Admirável Mundo Novo – No editorial, usamos o título desse livro de Aldous Huxley, um clássico da ficção científica, publicado em 1932. Crítica ácida ao autoritarismo, o livro prevê com alguma precisão inovações que só surgiriam décadas depois. Entre elas, o uso de drogas sintéticas para garantir a felicidade coletiva, o fictício“soma”, muito similar ao recente e real “prozac” e o bebê concebido “in vitro”. Impregnado por muito pessimismo, Huxley descreve uma sociedade altamente padronizada e cujas relações são absolutamente mediadas pela tecnologia. Editora Globo, à venda nas principais livrarias.
Humano, demasiado humano – um livro para espíritos livres. No texto principal, utilizamos parte do título desse famoso livro do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, publicado em 1878, para mostrar como, apesar de todo aparato tecnológico, não conseguimos nos distanciar de nossa condição humana. A obra de Nietzsche é uma grande crítica aos valores vigentes no final do século XIX e foi pouco compreendida na época. O homem, dizia o pensador, é o criador dos valores, mas esquece sua própria criação e vê neles algo de “transcendente”, de “eterno” e “verdadeiro”, quando os valores não são mais do que algo “humano, demasiado humano”.








