Ele não gostava de estudar
21/12/11

Estanislau Alves da Silva
“Acreditem se quiserem, eu era daqueles alunos que não gostava de estudar. Mesmo assim, queria fazer Biologia e escolhi a São Judas. Quando estava no segundo ano, ingressei na Iniciação Científica e não parei mais. Fiz Licenciatura junto com Ciências Biológicas e quando terminei os dois, comecei os cursos de Farmácia e de Pedagogia ao mesmo tempo. Interessei-me em estudar o ser humano em várias de suas peculiaridades, com isso desenvolvendo-me em diversas áreas de conhecimento.
Indicado por uma colega de Licenciatura, dei aulas de ciências no CEAM (Centro de Alfabetização de Jovens e Adultos “Professora Alzira Altenfelder Silva Mesquita”) e, depois, de alfabetização e informática no PAC (Projeto de Atividades Comunitárias – um dos projeto do CEAM). A professora Dinéia Hypolitto e o professor Ubajara Soares de Oliveira, coordenador administrativo do CEAM, e, posteriormente, a professora Neusa de Souza Costa, me apadrinharam – afora a inestimável acedência do professor Fernando Ferrari Duch.
Atualmente (tendo encerrado todas as graduações) estou buscando um novo caminho, me aventurando nas nebulosas águas psicanalíticas, me embrenhando nos instigantes labirintos do inconsciente humano. De fato, ainda estou longe daquilo que se pode chamar de aluno modelo ou exemplar; mas acredito não haver dúvidas quanto a ser um bom estudante.
Devo à São Judas agradecimentos pelas possibilidades oferecidas. Como todo grande estabelecimento, é uma Universidade que tem muitíssimo a proporcionar – por exemplo: uma estrutura de qualidade e ótima organização -, além de, obviamente, ainda poder muito melhorar. E como boa instituição de ensino, materializa a ideia de um pólo de troca de conhecimentos e (in)formações e, sem dúvida, permite (ao menos me permitiu) bons encontros intelectuais e boas vivências educacionais.”
Estanislau Alves da Silva – ex-aluno dos cursos de Biologia, Formação de Professores, Pedagogia e Farmácia. Atualmente, é pós-graduando em Psicanálise
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Da enxada ao giz
30/11/11

Diva Barbosa Nunes
“Minha história não é muito comum. Vejam só: sou a antepenúltima filha de um total de 18 irmãos. Dá para imaginar algo assim em pleno século 21?! Meu primeiro trabalho foi na roça, na colheita de algodão. Mas o meu grande sonho era trocar a enxada pelos cadernos. E não é que consegui até mais do que isso? Essa é a minha trajetória, que agora divido com vocês.
Tudo começou a mudar quando a minha família saiu da Paraíba e chegou a São Paulo, mais precisamente ao bairro de Arthur Alvim. A vida não era nada fácil para quem não tinha estudos, e eu resolvi, aos 20 anos, fazer um curso de admissão na Escola Estadual Professora Maria Augusta de Ávila. Por conta das reviravoltas da vida, fui obrigada a parar por mais 20 anos. Mas o sonho continuava forte dentro de mim. Trabalhei em diversos lugares e encontrei pessoas maravilhosas que muito me ajudaram.
Depois de tantos tombos, concluí o Ensino Médio com mais de 40 anos e entrei na Universidade. A São Judas foi o grande marco na minha vida. Tinha consciência de que a minha bagagem de conhecimento era pequena, mas estava disposta a enfrentar os obstáculos. Durante o curso de Direito tive muito apoio dos docentes. Para dizer a verdade, não saía da Sala dos Professores. Sempre tinha uma dúvida para tirar. Meus colegas também ajudaram bastante nesse início de jornada. E, como num passe de mágica, eu, que pouco sabia, passei a dar aulas para alguns dos colegas e também para os calouros de Direito. Quem diria!
Tive aulas inesquecíveis. Uma delas foi de Direito Civil, com o Prof. Dr. Erick, hoje desembargador do Estado. Outro mestre muito querido foi Dr. Grassi Neto, juiz, que uma vez me disse: “Diva, você será uma grande advogada, acredite. Você não tem medo de crítica. Parabéns”. Essas palavras me marcaram fundo! Também não poderia esquecer da minha professora no curso de Formação de Professores (licenciatura), a maravilhosa Dinéia Hypolitto, um anjo que me fez crescer! Além de ter se tornado minha consultora de moda (rsrsrs)…
Por tudo isso e muito mais, eu amo a São Judas!”
Diva Barbosa Nunes – Ex-aluna de Direito e Formação de Professores. É professora e atua como empresária, palestrante e consultora
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Inspiração no manguezal
28/11/11

Profª Solange Castanheira
“Em 1986 (já faz um tempinho, não?), cruzei pela primeira vez os portões da São Judas. Estava receosa, pois uma prova de vestibular me aguardava. A tensão só passou ao ver meu nome na lista de aprovados para o curso de Ciências Biológicas. Pulei de alegria!
Daquele dia em diante, a São Judas passou a fazer parte da minha história, primeiro como aluna e depois como professora. Minha mãe me conta que, desde pequena, eu arrebitava a sainha e dizia: “- Qué sê pufixora!”.
Ao longo de quatro anos de curso, tive excelentes professores e colegas. Foi lá que vi pela primeira vez, através de um microscópio, uma “Vorticella”. Lembro-me bem, pois o Prof. Júlio Fernandes a apresentou com muita emoção. O Prof. Roberto Ferraboli era daqueles que desenhava na lousa cada célula e explicava com propriedade cada uma delas. Eu ficava olhando e pensando: “Puxa vida, como ele lembra tudo isso?”. Também sinto saudades das aulas do Prof. Mário Nicollini e da Profª Maria Luiza. Creio que não exista no mundo alguém mais doce do que ela! Dedicada, me ajudou a entender a “matemágica”.
Mas foi uma visita ao manguezal, promovida pelo professor Kiko, ou Francisco Kuchinski, que definiu minha carreira. Depois de formada, fiz pós-graduação lato sensu em Ecologia, Mestrado e Doutorado, até me tornar especialista em recuperação de áreas degradadas de manguezal. Posso dizer que foi amor à primeira atolada!
Todavia, o que mais me encheu de felicidade foi o convite para “voltar para minha casa!”, como docente. Quase enfartei! Hoje, os meus antigos professores tornaram-se amigos. Com o Prof. Pablo Carrasco, divido não só as aulas como também a vida!
O mais interessante é que vejo a história se repetir com alguns dos meus alunos… O Estanislau Alves da Silva, por exemplo, gostou tanto da nossa casa que até foi fazer outro curso. O Fabrício Paulinelli tornou-se funcionário da Prefeitura de Arujá. O Cássio Ramos virou criador autônomo, e o Aristarco Gallache passou a trabalhar com o Cássio. A Marina Silva Vechini está na pós com a gente, assim como o Marcelo Augusto Meratti de Oliveira, que continua ao nosso lado! Tornou-se nosso braço direito. Tem muito mais gente que por aqui passou e deixou saudades… Pessoal, dá um alô aqui pelo Interconectados pra gente saber o que vocês estão fazendo!”
Solange dos Anjos Castanheira – Ex-aluna e atual professora do curso de Ciências Biológicas
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Amizade pra toda a vida
07/11/11

Roldinei Luiz Correa
“Poder contar com pessoas que nos dão apoio, fazer novas amizades e estabelecer laços duradouros são algumas das coisas mais importantes da vida, em minha opinião. Posso dizer que vivi isso tudo durante o período em que cursei Filosofia na São Judas.
Apesar de enfrentar inúmeras dificuldades, a vida universitária foi uma trajetória maravilhosa, em que obtive grandes vitórias. Pude conviver com excelentes professores e isso foi primordial no período em que estudei e, posteriormente, ao longo de minha vida profissional.
Hoje, o fato de ser ex-aluno da São Judas faz a diferença no mercado, pois nos cursos que realizo em outras instituições ou em minha atividade como professor, vejo que esse nome é muito valorizado. O conhecimento que adquiri na graduação mostrou-se realmente primordial, pois permitiu uma boa atuação profissional, tanto segundo a avaliação dos coordenadores da instituição em que atuo, como também na opinião de meus alunos.
Sou professor em um curso preparatório para concursos militares, ministrando aulas na área de ciências humanas. Em meu trabalho, não posso deixar de considerar um exemplo as aulas de professores como a Dinéia Hypolitto, na disciplina de Políticas Educacionais, e o Jarbas Novelino Barato, de Tecnologia Educacional, pois procuro sempre me espelhar nesses grandes mestres. Eles têm em comum a proximidade com seus alunos, quebrando a barreira que geralmente existe entre professores e estudantes. É o que sempre procuro fazer nas instituições em que atuo.
Não posso esquecer também o fato de ter conhecido minha grande amiga Diva Nunes, pois, para mim, ela foi sempre um exemplo de profissional, excelente professora e uma pessoa de fibra como poucas.
Tudo isso mostra que minha passagem pela São Judas serviu não só para o aprimoramento profissional, mas também foi a base de minha evolução pessoal.”
Roldinei Luiz Correa – Ex-aluno de Filosofia e atual professor de História e Filosofia no curso preparatório para Escolas Militares
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Fala, Brasil!
26/10/11

Vânia de Aguiar
“O Jornalismo sempre fez a minha cabeça. Comecei o curso em outra universidade e, por falta de dinheiro, tive que trancar. Aí, bateu aquela sensação de impotência.
Em 2006, surgiu nova chance com o Enem e o ProUni. A emoção de ter conseguido uma bolsa de 50% é indescritível. E cá para nós, a São Judas é tudo de bom! Há tempos ouvia comentários sobre a qualidade de ensino da Universidade.
O primeiro ano foi decisivo. Lembro-me perfeitamente do meu desespero diante de professores e colegas debatendo temas como o movimento das Diretas Já, a Primeira Guerra Mundial e outros fatos importantes da história… Podem rir! Eu confesso: não sabia absolutamente nada! Aí percebi o quanto a minha formação tinha sido precária. Escola pública da periferia… Mas vale lembrar que há muitas escolas públicas com bom ensino.
O legal dessa história é que todos nós temos um anjo da guarda. E o nome do meu é Biaphra Galeno. Ele foi uma das primeiras pessoas com quem conversei. Nem lembro quem puxou a conversa, só sei que boa parte do que eu considerava “a coisa mais complicada do mundo”, ele tornava simples de ser compreendido. Foi assim durante o primeiro e o segundo anos. Nele, encontrei a humildade de alguém com mente brilhante e capacidade de transmitir conhecimento. Amizade verdadeira que levarei para a vida toda.
Houve, sim, outros nomes. Como o da Fernanda e o da Larissa Chaves. A Mônica veio um pouco depois, mas encheu minha história de alegrias. O Jorge chegou carrancudo (rs…) e mostrou-me o poder que o ser humano tem em mudar. A Débora apareceu na minha vida no começo do 3º ano. Uma pessoa fascinante, que me inspira a crescer mais a cada dia.
Agora, já formada, a caminhada continua. Prossigo com os meus programas nas rádios Terra AM (1330), das 9h às 10h, e FM (98,9), das 14h às 15h, e com alguns trabalhos extras. É isso! Agradeço o convite para participar do Interconectados.”
Vânia de Aguiar – Ex-aluna do curso de Jornalismo, turma de 2010, radialista da rádio Terra AM (1330) e FM (98,9)
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Um dos primeiros
24/10/11

José Henrique Bertoni
“Fiz parte da primeira turma noturna de Engenharia Elétrica, entre 1985 e 1990. Recordo-me das máquinas trabalhando no campus da São Judas enchendo as lajes dos novos blocos, dos campeonatos de futebol, das memoráveis aulas dos professores Júlio (Eletrônica), Ângelo (Circuitos), Gediel (Laboratório), Xavier (Física) e Natalina (Álgebra). Eram as disciplinas mais exigentes, mas também as mais estimulantes.
Os seis anos do curso, embora longos, foram importantes para a minha formação. Assim que concluí, fiz o curso de Pós-Graduação em Engenharia da Qualidade, também na São Judas, o que contribuiu para o meu desenvolvimento profissional.
Sou filho de funcionário da Eletropaulo, cresci em meio a transformadores, linhas de transmissão e equipamentos de medição de energia. Nada mais natural que fosse para a mesma área. Sinto orgulho e prazer em descrever tudo o que essa área desenvolve nas palestras que sou convidado a dar.
Estar na Universidade é uma vitória, sobretudo para quem trabalha e precisa conciliar horários, enfrentar transportes lotados e pagar as mensalidades. Por isso, é preciso persistir e buscar, sempre, a melhor capacitação.”
José Henrique Bertoni – Ex-aluno de Engenharia Elétrica com carreira executiva desenvolvida no setor de energia elétrica. É Diretor de Operações da Bioenergia Engenharia
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Jornalismo? Deus me livre!
05/10/11

Fernanda Viegas
“O título que escolhi para o meu depoimento pode causar espanto em muita gente, mas explico a razão. Iniciei o curso de Comunicação Social na Universidade São Judas em 2001, certa do que queria: uma boa formação para que pudesse trabalhar com produção de Rádio ou TV. Diante da minha expectativa, muitos me aconselharam a optar pela habilitação em Jornalismo, pois abrangeria tudo. Mas não gostava da ideia, conhecia pouco do curso e tinha medo de acabar em uma redação de jornal, que não tinha nada a ver com o meu perfil.
Fiz a opção para Rádio e TV e trabalhei durante três anos na famosa e extinta Rádio Cidade. Foi muito bom. Mas também percebi que faltava algo mais para complementar a minha formação. E não é que, por ironia do destino e necessidade de mercado, voltei à São Judas para cursar… Jornalismo? (Kkkkk)
O mais surpreendente é que adorei a turma de Jornalismo, até mais do que a de Rádio e TV! E olha que eu era uma estranha no ninho, já que os meus colegas seguiam juntos há dois anos. Tive amigos sensacionais nessa época. Quanto aos professores, gostava muito do Celso de Freitas e do Sérgio Sanches, com certeza eram as melhores aulas.
Retornar à São Judas foi importante para mim, pois desde aquela época passei a ter mais contato com as assessorias de imprensa e, veja só, passei a trabalhar nessa área. Há oito anos atuo em uma das maiores agências do país. Já atendi contas importantes, como Bosch e Unilever, e pode acreditar: gosto muito do que faço.
Às vezes a necessidade nos faz seguir por caminhos que, em um primeiro instante, podem não parecer tão interessantes… Mas a partir do momento que vamos adquirindo conhecimento, eles se tornam mais atraentes e se revelam uma grande chave para o sucesso.”
Fernanda Viegas Monteiro – Ex-aluna de Jornalismo e Rádio e TV, atual assessora de imprensa na InPress Porter Novelli
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Coração mais saudável
01/09/11

Diego Figueroa
“É muito bom poder dividir com vocês a minha trajetória na ciência e na prática da educação física.
Desde pequeno, sempre gostei de atividade física. Comecei aos 5 anos fazendo caratê, depois passei para a natação, basquete, handebol e por várias modalidades de luta até que, aos 17 anos, dei início à musculação. Saber como o músculo e o corpo produzem cada um dos movimentos, a força gerada para realizá-los e o que acontece em situação de lesão ou doença passou a me interessar cada vez mais.
Decidi seguir carreira na Educação Física e a São Judas me pareceu uma boa opção por sua avaliação junto ao MEC. Fiquei em 10º lugar na classificação do vestibular.
Logo que entrei, fiquei fascinado pelas aulas de Fisiologia do professor Mário Nicollini. A identificação foi tamanha que segui seus conselhos e me inscrevi no Programa de Iniciação Científica. Mas naquela época eu não tinha um projeto delineado e não fui aprovado. No ano seguinte, passei a fazer a disciplina de Fisiologia do Exercício com a professora Kátia De Angelis. Sua didática e conhecimento me fizeram gostar mais ainda de Fisiologia. Além disso, tive a oportunidade de atuar no Laboratório do Movimento Humano, que a professora coordenava.
Meu projeto de iniciação científica teve por objetivo correlacionar o consumo de oxigênio e o limiar anaeróbio em teste de esforço em esteira. Com esse projeto fui aprovado em 1º lugar no RIC e também ganhei bolsa Fapesp. Praticamente passei a morar na Universidade, onde estudava e fazia experimentos.
Uma das principais linhas de pesquisa da professora Kátia refere-se à incidência de doenças cardiovasculares em mulheres em fase de menopausa e o papel do exercício físico na manutenção da saúde. Passei a atuar nesse campo junto com as minhas colegas Janaína e Nathalia Bernardes. Ao final de 2006, defendemos nosso TCC e ganhamos o prêmio “Mérito Acadêmico”, oferecido pelo curso de Educação Física. O trabalho também foi apresentado em eventos e congressos de cardiologia, como o da Socesp, em 2007, e no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2007, realizado na Áustria.
Após estar formado, fui aprovado no curso de mestrado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), dando sequência às pesquisas que investigam os efeitos do treinamento físico aeróbio no estresse oxidativo cardíaco e também em aspectos do controle autonômico cardiovascular. Defendi meu mestrado em maio de 2010 e em 2011 esse trabalho concorreu a prêmio de melhor trabalho no Departamento de Educação Física e Esporte no Congresso Socesp.
Hoje, atuo na reabilitação cardíaca e músculo-articular e dou consultoria sobre treinamento esportivo e fitness e estou no processo de entrada no programa de doutorado na FMUSP, no laboratório de hipertensão experimental.”
Prof. Ms. Diego Figueroa – Ex-aluno de Educação Física. É personal trainer, atuando principalmente em reabilitação cardíaca e músculo-articular
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Conheça o blog de Diego Figueroa
Assista à participação de Diego no programa Você Bonita, da TV Gazeta, e no programa Vida Melhor, da Rede Vida
Tudo na hora certa
23/08/11

Pamella Indaiá
“Recordo-me como se fosse ontem… Quando estava no 3º ano do ensino médio, fui com a minha escola visitar as dependências da Universidade São Judas Tadeu. Fiquei impressionada com a estrutura e a quantidade de alunos. Ao entrar no laboratório de TV, senti meu coração bater mais forte, afinal já sabia o que queria fazer da minha vida dali pra frente: ser jornalista.
Por questões financeiras, entrar na São Judas parecia um sonho distante. Até que, no final de 2005, a minha amiga Thais Goés foi selecionada para o curso de Nutrição por meio do Prouni. Foi quando tive a certeza de que esse também seria o meu destino. Prestei a prova em 2006 e passei a fazer parte da turma de Jornalismo em 2007.
Não poderia ter sido melhor! Fiquei imensamente feliz. Posso dizer que um dos dias mais inesquecíveis da minha vida foi o da matrícula. Entrei na capela da São Judas, o meu lugar favorito na Universidade, ao lado da minha mãe e do meu namorado, para agradecer a Deus pela graça alcançada.
Todos os anos que passei na Universidade foram muito bem aproveitados. Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, professores maravilhosos e encontrar amigos de escola que também foram selecionados pelo Prouni, como as minhas amigas Alyne Bezerra, no curso de Psicologia, Greicy Machado, no curso de Letras, Edilaine de Souza, no de Turismo, e Bianca Melneciuc, em Administração.
A partir do aprendizado obtido na São Judas, consegui estágios na área, e só posso esperar o melhor para o meu futuro, ainda mais com o crescimento do uso da internet e das redes sociais, que permitem maior conexão entre as pessoas.”
Pamella Indaiá – Ex-aluna de Jornalismo, turma de 2010. Atua na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Paulo
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O melhor lugar do mundo é aqui e agora
18/08/11
“Estudei no Colégio São Judas do pré-primário, em 1961, até o final do Ensino Fundamental. Fiz o Ensino Médio numa escola estadual e voltei para fazer o curso de Letras. Foi algo que realmente valeu a pena. Aos 20 anos de idade, terminei a faculdade e fui contratado para dar aulas no Colégio São Judas. Eu já era intérprete de um grande banco multinacional norte-americano e passei a lecionar à noite. Isso aconteceu em 1977, muito tempo atrás!
Dou aulas no Colégio até hoje e, ano que vem, completo 35 anos de casa e 28 como professor e diretor da Universidade. Tenho um grande carinho pela São Judas. Foi onde me desenvolvi profissionalmente e tive todo o incentivo para fazer cursos de especialização, Mestrado e Doutorado. Recebi todo o apoio como profissional.
Na minha trajetória como diretor, nunca chamei um amigo para exercer um cargo que estivesse sob a minha tutela. Sempre priorizei as pessoas pela capacidade. Tanto que mal conhecia o professor Fernando Aguillar quando o chamei para ser vice-diretor da Faculdade de Direito, mas conhecia muito bem seu desempenho. Na época, ele era docente na Universidade, tinha um desempenho excelente e suas aulas eram consideradas muito boas pelos alunos.
Como docente, fiz muitas amizades, principalmente porque sempre procurei fazer da minha aula algo muito interessante para os alunos. Acredito que o primeiro aspecto da aula, além do disciplinar, é fazer que os alunos gostem da disciplina. A maioria acaba se tornando meu amigo depois de se formar. O que acho muito gratificante é que, em qualquer lugar do Brasil e do mundo, encontro ex-alunos que lembram de mim e das minhas aulas, especialmente as de literatura.
O recado que deixo é que o futuro é sempre agora. O maior presente que podemos receber é o momento presente. Estamos aqui vivos, com a possibilidade de transformar nossos sonhos e desejos em realidade. Acredite em você! Não espere o futuro num momento distante, perceba a felicidade agora.”
José Carlos Jadon – Diretor da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais
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